sábado, 4 de julho de 2015

Considerações sobre a viagem à Tailândia

Com certeza, por ter sido uma viagem totalmente exótica e fora dos padrões “normais”, creio que ela mereça algumas ponderações especiais.

Apesar do plano de realizar esta viagem já existir há meses (senão me engano fevereiro a convite da Marina da Schultz), não posso dizer que fiz estudos especiais e aprofundados sobre o tema.

Vi uma séria de episódios sobre uma loira que viaja pelo mundo, foi o mais profundo que fui no tema.

O conforto (ou preguiça) foi decorrente do fato de que seria uma viagem guiada, que não precisava me preocupar com mapa, gps, hotel, etc., sempre teria alguém por mim (normalmente é o contrário).

Não sei dizer se fiz bem ou mal, só sei que foi assim e, talvez, o fato de não criar expectativa tenha feito ela tão especial.

Pelo programa da loira (que sequer sei o nome), decidi que queira passear no barco que navega pelo rio que cortava a cidade, só, nada de luta de muay thai ou coisas do gênero – ah, comer insetos também fez parte do plano desde o começo – e consegui realizar as 2 únicas coisas que eu realmente fazia questão.

O fato é que a viagem foi muito produtiva do ponto de vista pessoal, apesar de que quem viaja nunca volta a mesma pessoa que saiu, desta vez foi diferente.

Foi meu primeiro contato com os orientais no oriente por assim dizer.

Cultura, comida, forma de tratamento, religião, religiosidade, tudo completamente novo e confesso que me agradou.

O ser humano é um animal muito interessante, ainda mais se visto de perto rs.

A forma de tratar dos orientais é diferente, são mais respeitosos, do rico ao mendigo, o ato de baixar o tronco e a cabeça faz muita diferente, demonstra total respeito recíproco, pois todos os envolvidos realizam o movimento.

E, para minha sorte, só tive contato com gente sorridente e disposta a ajudar, pouco importava se falavam ou não inglês, todos de alguma forma se viravam para colaborar, quer fosse com mimica, desenho, barulho, sinais, tudo era válido.

E aqui vai um parênteses – no grupo de staffs da viagem havia o SRI, tailandês que sequer “good morning” sabia falar, mas a falta do idioma era suprida pelo sorriso e disposição em, mesmo calado, andar ao meu lado, por exemplo.

Os outros dois (Chevy e xxxxx), estes então nem se fala, fizeram das tripas coração para nada faltar, acordavam antes, dormiam depois, iam atrás de tudo, e ainda falavam inglês.

E, ao que tudo indica, esta disposição oriental é contagiosa pois os mesmos adjetivos posso dar para o Daniel e a Laney que convivem com eles há alguns anos.

Ambos foram nota 1000 em todos os momentos, entendendo minha dificuldade com o idioma, minha mania de fotos, vídeos, facebook e blog enfim, não parecia que não nos conhecíamos, e quando nos despedimos, também não parecia que só tínhamos passado uma semana juntos.

Para todos a despedida foi “see you soon” (te vejo em breve), e soou verdadeiro, não como o famoso “vamos marcar qualquer coisa”.

Dito isto sobre o ser humano, vamos ao ambiente.

É quente, quente para cacete, mas as belezas naturais e as criadas pelo homem superam qualquer dificuldade do clima.

Ao contrário do “turista comum”, aquele que vai para a Tailândia passar lua de mel, não fui a nenhuma praia, tampouco fiquei em resort padrão Barra do Forte ou de Punta Cana.

Vivi dias com o povo local, comi o que eles comem do jeito que eles o fazem, andei em ruas comuns, vi os templos se aproximando a cada curva, tirei o sapato para entrar nos templos, trafeguei entre eles a pé e de moto, quase vivi a vida deles, sempre cercado de uma natureza bela e bem típica para nós brasileiros do sul e sudeste.

Vi, toquei e alimentei elefantes em seu habitat quase natural, mexi com cachorro na rua – bom vivi cada segundo intensamente, fiz desta viagem uma das melhores viagens da minha vida, mas não graças a nada da minha parte, e sim de tudo o que acima escrevi.

Então, agradeço primeiramente a Deus por tudo; à minha família que de dá suporte e me suporta rs; aos amigos, antigos e novos, que me acompanham e vibram com cada aventura que me meto, quer seja num submarino da marinha, num curso de sobrevivência na selva brasileira, nos alpes suíços ou numa vila esquecida no meio  de um país tão especial e distante chamado Tailândia.

Valeu pessoal, não desperdicem suas vidas com o “normal” pois, como disse noutro post, quando você envelhecer, e isto vai acontecer, você olhará para trás e dirá “valeu a pena viver” ou você quer sentir o peso do arrependimento?

Até a próxima.


Cezinha

terça-feira, 23 de junho de 2015

Ultimo dia em Bangkok

Olá pessoal, viajar é ótimo, mas nada como voltar para casa.

Combinamos de sair as 10h do hotel e seguir para Bangkok como viemos, de van. 

Montry não nos acompanhou pois foi visitar o filho de um amigo que nascera, etc. Daniel já havia acordado cedo, pego a motoca e rumado para a China.

Então sobraram eu, Luzi, Laney, Santilak e Chevy - Sri também ficou no ponto final da viagem.

Ao invés de fazermos o caminho padrão, decidimos passar dentro de um parque nacional para, se tivéssemos sorte, ver alguns elefantes, etc. - não tivemos!

O local é bem bonito e conservado, mas cheio de curvas, aclives, declives e eu, dentro da van com ar condicionado, comecei a ficar enjoado e tentei dormir para ver se melhova - não melhorou.

Resumindo, valeu ter conhecido o lugar e pagos os 400 baths de entrada.

Já chegando a Banbkok paramos para o povo comprar orquídeas, várias delas a preços bem convidativos, tenho certeza que minha mãe ficaria maluca ali. Eu nada comprei pois imagina eu trazendo isso no avião!!! 

Chegar a Bangkok vindo de tantos lugares calmos e tranquilos é como acordar no metrô as 6:10 da tarde, dá desespero e vontade de chorar.

É o caos, carros na "contra mão", motoquinhas, onibus apertando, motoquinhas, tuktuk buzinando, motoquinhas, polícia pasasando, e mais motoquinhas.

Reparei que debaixo dos viadutos existem verdadeiras praças de alimentação com tudo o que pode (mas nem sempre deve) ser comido. Luzi e Laney me explicaram que é muito caro cozinhar em casa, além do mais, no centro, a maioria do apartamento é formado de um quarto e um banheiro, ou seja, pior que nossas kitnets, então sequer lugar para cozinhar a pessoa tem, é obrigada a comer na rua mesmo.

O pessoal da higiene pública de SP aqui ia ficar maluco, acho que o máximo de higiene dos vendedores é escovar os dentes pela manhã rs.

Bom, perdemos muito tempo travados no trânsito mas conseguimos entregar a Laney e o Luzi.

A caminho do meu hotel (o mesmo da chegada), parou do nosso lado uma motoquinha conduzida por uma moça muito bonita e não teve como não olharmos.

E neste momento veio a surpresa, o Chevy olhou para mim e puxou o gogó ... era um traveco.

Eu já havia visto vários por aqui, a maioria muito esbelto (a) e de gestos delicados demais para uma mulher, e, esta que estávamos vendo, engana fácil o incauto.

Segundo o Chevy, em alguns casos a unica forma de descobrir se é menino ou menina é a voz, pois ou é grossa demais ou fina demais, o resto é tudo "operável" ... aviso aos visitantes - cuidado para não comer gato por lebre kkkkkkkk

No hotel me despedi do Chevy e da Santilak e sai para dar um role, procurar uns souveniers e comer, estava morto de fome e já passava das 14.

Andei como um FDP ...

Mas comprei umas bugigangas e ainda presenciei uma manifestação Budista em pleno centro.

Meu, coisa de maluco que não dá para explicar, por isso filmei.

Locais de oferenda são normais, mas o que ocorre em torno deles é que faz a diferença. Muitas pessoas comprando incensos, velas, flores, uns colares de flores pequenas, um Monge andando em volta de tudo, musica típica e tudo isso num mega cruzamento com carros passando, debaixo de uma estação do metrô, prédios super modernos, definitivamente foi uma experiência unica.

Como bom imbecil voltei andando pois queria comprar um shorts de muay tay (acho que é assim que se escreve) para meu irmão Renê Zapata - achei, mas era muito vagabundo (R$ 25,00) e desisti.

Renê - fica para a próxima.

Voltei ao hotel ainda a tempo de fazer uma massagem thailandeza - repetindo para os desavisados - sem sacanagem!

Conforme combinado encontrei a Laney as 19h no hotel para umas cervejas geladas (e sem gelo) e passar para ela todas as fotos e vídeos que fiz na viagem.

Ótimo papo e lá pelas 22 ela foi embora, voltei para o quarto para o ultimo banho, fechar as malas - COM O TRAVESSEIRO DE PESCOÇO DENTRO ... pqp, e esperar o transfer para o aeroporto.

O voo marcado para sair as 2:50h foi pontual e, como cheguei cedo, deu tempo para ficar enrolando e até responder a uma pesquisa do ministério do turismo - umas mocinhas abordavam turistas aleatórios e ficaram malucas quando souberam que eu era do Brasil rs.

Bom, agora estou em Abu Dhabi nos Emirados, aguardando o voo para casa.

Foi uma viagem inesquecível, mas vou fazer um post exclusivo das minhas considerações sobre tudo ... talvez agora, no voo rs.

Abraços.

Cezinha

FOTOS

mala pronta para voltar para casa



o velho e bom lixo ocidental



manifestação no centro da cidade














altares no meio da cidade




haja guarda de trânsito




do lado do hotel


ufa, tá fresquinho


passando os arquivos para a Laney


ultima gelada local


segunda-feira, 22 de junho de 2015

6º dia - 22/06/2015 - Chiayapum - Khao Yai - ultimo dia de moto

Boa noite pessoal.

Não é porque é o ultimo dia que ia deixar de ser inesquecível, então senta que lá vem história.

Acordei com aquela indisposição de ultimo dia, vontade que quero mais; a banheira, cheia de água, me aguardava e eu a encarei como bom perdedor.

Café da manhã tomado, seguimos o rumo ao nosso ultimo destino, o ponto de partida, a cidade de Khao Yai.

Estradas largas e bem pavimentas escondiam o que viria no decorrer do dia.

Primeira parada para o tradicional café gelado e o que encontrei ? Insetos fritos para serem DEGUSTADOS na hora.

Tinha aquela larva que eu havia comigo, baratinhas, grilos e filhotes de sapo.

Comi um de cada, eis a prova:

https://www.youtube.com/watch?v=_-62bBRxWI4&feature=youtu.be

De volta à estrada começamos a pegar as quebradas e paramos para almoçar num restaurante bem simples, mas com comida tradicional local.

Na saída uma surpresa, apareceu um monge numa bela pick-up jogando água benta em quem quisesse e, por qualquer dinheiro, dando um pedaço de pano com palavras e desenho abençoando quem o pegasse.

Por 20 baths ganhei o tal paninho.

De volta à estrada rodeamos um lago magnífico que rendeu vários vídeos e fotos.

Outra parada para o café da tarde e ai uma situação inusitada.

As moças do café não falavam nada em inglês e eu quis repetir o que bebera, mas não queria incomodar a galera pedindo para que traduzissem, então tive uma idéia, pedi para a moça um pedaço de papel e escrevi + 1 = e apontei para meu copo.

Ela entendeu na hora que eu queria "mais um do mesmo" kkkkk.

O caminho seguinte passou por maravilhosos condomínios, indicando que estávamos perto das grandes cidades.

O calor hoje também se fez presente, com temperaturas sempre superior a 30 graus mas, por conta das nuvens, novamente, não se comparou com os dias anteriores.

Como tínhamos tempo de sobra, o Daniel desviou o caminho e nos guiou por uma linda estrada sinuosa que, num determinado ponto, havia uma grande valeta seguida por uma rampa - não tive dúvida, puxei o cabo e literalmente tirei a moto inteira do chão, conseguindo voar com a bicicleta motorizada rs.

Voltamos ao ponto de partida desta estradinha e poucos minutos depois estávamos no hotel.

Uns 500 metros antes do hotel eu vi dois elefantes e, como não os havia visto até agora, resolvi voltar para vê-los de perto.

O Montry me acompanhou.

Foi meio triste ver o filhote e a mãe amarrados pelo pé e separados, bem depressivo. Enfim, o Montry comprou uns negócios para o filhote comer, tiramos algumas fotos, vídeos e voltamos para o hotel pois as 17:45 viriam nos buscar para o jantar de despedida.

Pontualmente as 17:45 partimos para uma vinícola local - sim, a Tailândia produz vinho e é bom.

Conhecemos o Tron (acho que é assim que escreve), da Asia Tour, gente fina, degustamos alguns vinhos, comemos uma ótima comida e, para terminar a noite, fomos para a casa dele tomar umas cervejas e bater papo.

Agora são 00:44h e eu estou transferindo as fotos para um pen drive pois a merd*** do note não aguenta mais nada, amanhã as 10 parto para Bangkok e de lá para casa.

Galera, é isso, valeu pela companhia, pelas mensagens, etc.

Até o próximo role.

Abraços.

Cezinha 

Fotos - ALGUMAS depois subo o resto

Sony

primeiro templo do dia