domingo, 11 de janeiro de 2015

2o dia - 11/01/2015 - Foz do Iguaçu, compras e cataratas

2º dia de viagem – Foz do Iguaçu, compras e cataratas

Infelizmente não achamos internet aqui para postar o diário de ontem, então sabe Deus quando este post irá ao ar.

Mas, ainda sobre ontem, a galera foi até tarde, estava calor, chovendo, cerveja gelada, ótimo papo e companhia, então foi fácil.

Menos para mim que, velhinho e cansado que sou, fui dormir cedo, mas o Ronaldinho foi até as 5 da matina.

BENTO E PESSOAL DOS TEMPLÁRIOS

Antes de adentrar ao dia, vale um post só para esta galera, estavam conosco o BENTO, TATO, SOLE (Ministra), DIEGO e VERÔ, todos muito gente boas.

Estamos hospedados na casa do BENTO que apelidamos de “BENTO’S RESORT” pois tem de tudo, e mais um pouco, parabéns e obrigado Bento.

DOMINGO – 11/01/2015

Acordamos e tivemos um café da manhã melhor do que muito hotel por ai, enrolamos um pouco e saímos para compras e, apesar do comercio estar fechado por ser domingo, o Bento nos levou ao Shopping Del Este e comprei umas bugigangas.

De lá seguimos para o Parque do Iguaçu, pagamos R$ 31,20 (estrangeiro R$ 41,20) pelo ingresso ao parque que é lindo e muito bem organizado.

Dos vários passeios oferecidos, escolhemos passear de barco pelo rio até as Cataratas – R$ 179,00 por pessoa, vale cada centavo - SIMPLESMENTE FANTÁSTICO!

Se usa carrinhos elétricos pelo meio da floresta, depois há a opção de descer a pé por um caminho até o rio, para os preguiços (como nós), se pode descer de jeep willys.

Fomos os últimos a acessar o barco (ah, o Ronaldinho e o Bento não foram), a principio fiquei meio frustrado pois achei que na frente seria melhor, ledo engano.

A frente fica empinada e quem está no meio nada vê, nós nos molhamos muito mais do que eles, e este é o objetivo.

O piloto e o ajudante, embora mal humorados e de poucas palavras, fizeram umas firulas que deu adrenalina ao role.

Fiz vários filmes e fotos, postarei as fotos abaixo e o vídeo em breve.

Recomento a qualquer um vale a pena o passeio, o cara entra de frente e ré sob as cataratas, dá cavalo de pau com o barco, afunda as laterais, enfim, muita adrenalina.

Voltamos e saímos à procura do Bento e do Ronaldinho que ficaram de nos aguardar no mirante (só não definimos qual...).

Pode-se ir de um ponto a outro do parque de ônibus, mas também há uma trilha que margeia as cataratas, exibindo, a cada curva, as maravilhas da natureza.

Ah, quatis aparecem a todo o momento, ávidos a serem alimentados – ato este nada recomendado.

Andamos para caramba e todo o molhado do rio foi substituído pelo do suor pois o calor beira o insuportável.

Depois de muito andar encontramos os paquitos, cansados também, mas de nos esperar.

Voltamos à entrada do parque, pegamos o carro e partimos a procura do almoço ... era quase 17h.

Almoçamos uma deliciosa picanha na pedra num restaurante indicado pelo Bento.

Precisamos fazer a alfândega, inclusive para entrar as motos oficialmente no país, ficamos conversando e acabamos esquecendo, mais tarde iremos.

Agora estamos na beira da piscina, saboreando umas Miller, Corona, Skoll, etc., geladérrimas ... esta vida de classe média me cansa!!!!

Amanhã sairemos cedo, cortaremos o Paraguai e pretendemos dormir em Bonito, no Mato Grosso do Sul.

Ah, antes que eu me esqueça, clica no lado do blog no “siga” para receber os posts diariamente no seu email.

Abraços.


Cezinha 

1o. dia - 10/01/2015 - São Paulo / Ciudad Del Este

1º dia de viagem – São Paulo – Ciudad Del Este

“Um homem que não tem Harley não é um Homem” partindo desta premissa, deduzimos o porque da frustração do RAFAEL.

Cientes deste problema, decidimos (eu e o Ronaldinho) sacanear o “careca” e eu comecei a dizer no grupo do whatsapp que minha Super não estava pronta, que o mecânico estava enrolando, e tudo isto na noite anterior à partida às 8h da noite.

Devidamente combinados, o Ronaldinho passou a por pilha, me sugerindo ir com minha HD.

Enfim conseguimos sacanear o Careca que achou, até o ultimo momento que eu viria de HD.


O INÍCIO DA VIAGEM

Marcamos para nos encontrarmos às 7:30h no 1º posto da Rod. Castelo Branco e eu cheguei 5 minutos antes, abasteci a motoca, a estacionei entre a moto do Ronaldinho e do Rafael entrei para procurá-los.

Minha amada filha ANA SOFIA me preparou um café da manhã especial, sanduiche de pão com queijo e presunto, cupcake (feito por ela) e suco de laranja (foto), foi o melhor café da manhã de início de viagem da minha vida.

Não os encontrei, então tomei o café sozinho, apreciando cada mordida daquele lanche feito com todo o amor do mundo.

Enfim, sai e encontrei os 3, e o Rafael com cara de Mané porque tinha caído na “pegadinha do Cezinha” kkkkk

A Rod. Castelo Branco, como sempre, é uma droga, reta, reta, pedágios e mais retas ... ao final, pegamos sentido Paraná pela Raposo Tavares, passando por Santa Cruz do Rio Pardo, cidade dos meus sogros, deu uma vontade de parar para beijar a sogra ... mas a vontade passou rs. Brincadeira sogrinha.

Saímos no sentido de Jacarezinho e, de Ourinhos até lá, a rodovia está em obras.

Logo depois minha motoca fez 30.000 kms.

Entrando no Paraná começamos a pagar os pedágios, na verdade já começamos quando saímos da Castelo, mas no Paraná é MUITO mais doído ...

Não menos que R$ 5,00, chegando alguns a quase R$ 10,00.

O calor foi muito, muito forte e tive que tirar a parte externa da roupa de cordura.

Em Londrina, um moleque com um Honda 300 quis fazer graça, cortou o Ronaldinho, passou por mim e quis pegar o Rafael que não aceitou o desaforo e deu pau no menino.

Resultado, ele se perdeu de nós ... kkkk

Já chegando perto de Foz do Iguaçu o tempo passou a fechar mesmo e passamos por um temporal digno de Noé, molhou até os ossos.

Ah, no caminho passamos por ROLÂNDIA, foi MUITO difícil convencer os São Paulinos do grupo a seguir o rumo certo, queriam porque queriam dar uma passadinha para conhecer Rolândia mais ... profundamente kkkk.

Também quase atropelamos um lagarto que estava bem no meio da pista, eu passei por um lado e o Ronaldinho pelo outro, o bicho deve ter ficado maluco.

Enfim, há 130kms de Foz do Iguaçu a chuva voltou com vontade, e trouxe o vento lateral com ela.

Foi tenso, mas chegamos bem e fomos recebidos, já no Paraguai, pelo BENTO dos Caballeros Templários.

Ele é amigo antigo dos Falcões e nos trouxe para sua casa ... pensa numa casa da hora ...

E agora estamos nós, com outros integrantes do Clube dele degustando de cervejas geladas e churrasco ... adoro esta vida.

Estamos com problemas de internet e, mais tarde tentaremos postar o relato de hoje, fotos, etc.

Abraços.


Cezinha 


sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Vamos passear ???

Boa noite pessoal.

Sim, amanhã a esta hora pretendo estar em Foz do Iguaçu ou Ciudad Del Este ...

Não divulguei antes porque estava com a impressão que falava e depois dava errado rs.

A viagem para a “carretera de la muerte” efetivamente não deu certo pois os parceiros tiveram problemas pessoais que os impediram de realizar a viagem.

Então do nada, surgiu a ideia de dar um passeio pelo vizinho Paraguai, a princípio era eu e o Bacana do Clube da XT, o Ronaldinho, como sempre, foi comunicado das nossas intenções e como ele quase não gosta de rodar, aceitou na hora.

Recentemente, o Rafael (Falcões MC) se junto ao grupo e o Bacana saiu ... pegou dengue e esta “dengoso” ...

Desta forma iremos eu, Rafa, Ronaldinho e o Ronaldinhodinho, sim, ele mesmo, o filho do Ronaldinho vai novamente rodar na garupa do Bob Pai, muito bom, espero que os meus sejam como ele.

O passeio será curto, uma semana, saindo por Foz do Iguaçu e entrando por Ponta Porã, passando por Bonito e terminando no hotel JP em Ribeirão Preto, na reunião Nacional do Carpe Dien.

Será algo em torno de 3.2 mil quilômetros e lhe convido a, novamente, vir conosco na garupa.

Abraços e que Deus nos acompanhe cada centímetro de estrada que passarmos.

Ah, a viagem para o Alasca já era ... graças ao aumento do dólar ...

Abraços e vamos rodarrrrrr.


Cezinha


quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

janeiro de 2015 - tudo cancelado

Boa noite amigos.

Infelizmente, ao menos por enquanto, a viagem para a Estrada da Morte não ocorrerá ...

Meus três parceiros, por diversos motivos, não poderão viajar em janeiro e, sozinho, achei complicado rodar pela Bolívia.

Mas não esmoreci ... vou para algum canto que dê para rodar só sem (muito) perigo, e já tenho companhia, meu irmão BACANA do clube da XT.

Ainda não sentamos para alinhar os objetivos, vamos ver se rola ... só não quero ficar mofando no sofá tampouco ir para onde já visitei.

Abraços.

Cezinha 


será??????

domingo, 13 de julho de 2014

janeiro de 2015 - tudo definido

Boa tarde amigos.

13/07/2014 – definido o próximo passeio – LA CARRETERA DE LA MUERTE na Bolívia.

Quero andar de moto pois faz tempo que não dou um bom role.

o projeto inicial era a VENEZUELA e Região Norte do Continente (assim eu fecharia todos os países da América do Sul). Mas como eles estão em guerra, a ideia foi descartada.

A segunda opção pensada foi o USUHAIA (extremo sul do continente), pesquisei um pouco, conversei com muitos amigos que já foram para lá, assisti vídeos, enfim, fiz a lição de casa e conclui que é uma viagem de desafio, não muito prazerosa do ponto de visto do mototurismo.

A terceira opção foi conhecer a temida CARRETERA DE LA MUERTE, ou simplesmente, a Estrada da Morte.

Segundo o Wikipedia:

“A Estrada Yungas, também conhecida como Estrada da Morte, é uma estrada de cerca de 80 km de extensão, ligando a cidade de La Paz e a região de Los Yungas , a nordeste.

Famosa por seu extremo perigo e do número de mortes em acidentes de trânsito por ano (uma média de 209 acidentes e 96 pessoas mortas por ano). Em 1995 o Banco Interamericano de Desenvolvimento batizou-a como a estrada mais perigosa do mundo.”


Seria uma viagem curta (cerca de 7 mil quilômetros ao todo) e bela, perfeita para fotos, filmes, conhecer pessoas, etc.

Ideia na cabeça, vamos coloca-la em prática:

Quem convidar? 

Claro que o primeiro que veio à mente foi o meu mestre RONALDINHO, em algum momento surgiu o RICARDÃO (Carpe Dien) e, recentemente no bar, o RAFAEL (Falcões) falou que quer rodar, não importa para onde.

Outro convidado foi o FERNANDO SOUZA, mas ele quer ir para o Ushuaia, então talvez não role.

Após várias tentativas, hoje finalmente conseguimos sentar para conversar.

Pesquisas no Google maps, realizadas, definimos pelo trajeto abaixo:


Houve FORTE resistência do RAFAEL que odeia duas coisas – Harley e Terra kkkkk.

E, para piorar, ele sofreu um acidente na Bolívia há alguns anos, caiu e saiu deslizando morro abaixo na direção de um caminhão, parou com o capacete travado no pneu do mesmo (literalmente falando), então ele descartou percorrer a Estrada da Morte novamente (vai que desta vez ela não falha kkk).

A solução foi simples, em COCHABAMBA ele pára e desce até POTOSI para nos aguardar.

O resto foi tranquilo – salar de UYUNI, novamente o CHACO DEL INFERNO (saco - mas quem sabe eu não ache a contour que perdi em 2013?), etc.

Separamos 20 dias, mas concluímos que é uma viagem para 15 com folga – a diferença será de turismo.

Tudo alinhado, só resta aguardar o RONALDINHO parar de frescura e ir conosco (a desculpa dele é que, como iremos para o ALASCA em julho, não quer fazer 2 viagens num mesmo ano ... bullshit!!!)

Sairemos no domingo dia 2 de janeiro de 2015 e terei muito prazer em levá-los, novamente, comigo nesta aventura, vamos?


Abraços.


Cezinha








sexta-feira, 20 de junho de 2014

Os companheiros de viagem

Acho que já escrevi sobre isso noutro post, mas vamos fazer um exclusivo pois o tema merece.

Costumo dizer que “A melhor forma de se perder uma amizade é viajar junto”. Uma coisa é um final de semana na praia, outra é passar semanas vivendo junto 24h durante dias a fio.

Eu posso dizer que tive sorte até hoje pois numa única oportunidade dei meio azar, digo meio porque o chato não pegou quase nada no meu pé.

De resto, como disse, dei sorte ou muita sorte.

Já viajei sozinho, em dois, em 10, em meia dúzia, mas acho o numero de 2 a 3 o ideal pois, quanto menos pessoas, menos stress, menos opiniões, etc.

Em toda viagem com mais de 1 pessoa, uma delas acaba tomando a frente, decidindo hotel, trajeto, horários, esta liderança é normal e surge espontaneamente no grupo mas, infelizmente, vira e mexe tem aquele que não soma, só critica, daí haja saco.

Como em qualquer tipo de relacionamento entendo que há a necessidade de haver concessões e diálogo, senão um mata o outro. Mas, tenho como essencial uma prévia conversa bem antes da viagem, para se definir papéis, objetivos, interesses, valores, horários e por ai vai.

Embora problemas surgirão, sempre poderão recorrer à reunião para usar as decisões tomadas como baliza para o problema que venha a surgir e finalizar a discussão.

Mas vamos aos meus parceiros:

- Meu primeiro parceiro de viagem longa foi o meu irmão VIRA LATA do 100 Pressa MC (meu primeiro Clube) – pensa num parceiro, é o cara. Sujeito gente fina, parceiro para qualquer parada, ligeiro, não enche o saco, topa tudo, ótima companhia e muito experiente em estrada.

Tive a honra de dividir muitas estradas com ele e se Deus permitir, rodaremos muito ainda.




- Noutra viagem fui com o Billy da Xaropinha (Carpe Dien), Ronaldinho (Falcões MC) e outros 7 caras, totalizando 10 motos.

Rodamos a rota 66 de cabo a rabo e foi relativamente tranquilo para mim pois acabei puxando o grupo uma vez que tinha o GPS, mapa de papel, falo inglês e já tinha experiência naquela rodovia.

Posso dizer que tivemos sorte pois, dos 10, apenas 1 foi mala e criou confusão com quase todos, digo quase porque comigo não houve stress mesmo porque, se criasse caso comigo passaria fome, afinal de contas além de guia-lo, eu lhe traduzia cardápio, escolhia quarto, etc.

Posso dizer que 10 motos é um numero bem grande e que isso faz a viagem bem complicada, mas, como dito acima, havíamos discutido previamente o passeio e tínhamos 9 caras tranquilos e afim de curtir a viagem, logo o saldo foi positivo.




- a viagem pela América Latina foi especial neste aspecto pois o Guli (Carpe Dien) nunca tinha viajado comigo sequer viagem curta, logo não sabia como ele se portaria na viagem que não foi curta em nenhum aspecto.

Sai ciente que ele curte uma cangibrina, água que passarinho não bebe, marvada, enfim, enxuga forte e profissionalmente rs.

Eu não bebo tanto e também não fumo.

O Ronaldinho com certeza não seria problema, o cara é um puta piloto, mega experiente, super sensato, em suma, não é meu ídolo a toa.

O Ronaldinhodinho era um adolescente com 11 anos à época e eu não fazia a menor idéia de como ele reagia a tantos kms rodando. Mas também pensei que não seria problema pois ele é super bem educado e tem bom exemplo em casa.

Posso dizer que foi uma das melhores viagem da minha vida neste quesito!

O Guli se mostrou muito parceiro, manteve seu habito de beber e fumar (aliás parávamos para ele acender cigarro a cada placa indicativa de altitude rs), mas não deixou isso atrapalhar em nada a viagem pois, enquanto ele tomava a gelada no bar, eu escrevia o blog, o Ronaldinho falava (e falava, e falava, e falava), e o Ronaldinhodinho comia (aliás é magro de ruindade, pois come mais do que o bicho da seda).

Valeu a parceria e eu viajaria novamente com o GULI sem o menor problema.

O Ronaldinho então nem se fala.




- agora, março de 2014, fui para os EUA com outros três Carpetas (Bertoli, Carmo e Beto Delchiaro). Nunca havia viajado com nenhum deles mas pensei, trechos curtos, estradas conhecidas pelo Bertoli e Carmo, não teria como haver problemas.

E não houve!

Costumamos dizer que temos o “padrão Carpe Dien de pilotagem”, ou seja, o resultado do curso de Conduta que todo integrante é obrigado a fazer e que o aplicamos em qualquer situação.

Todos dentro deste esquema, foi uma viagem bem tranquila e a convivência muito harmoniosa em todos os aspectos.

Como disse, sou um cara de muita sorte no quesito companhia pois, até em viagens como esta que os parceiros surgiram do nada (a princípio ia sozinho, depois o Delchiaro se ofereceu para me acompanhar e, na ultima hora, o Bertoli e o Carmo surgiram), não houve o que reclamar.




Daí porque disse que tive muita sorte, mas posso relatar, sem citar nome, uma viagem curta que foi mega estressante.

Fui para Jaraguá do Sul/SC na festa do Cano Quente MC, pouco mais de 500kms, ou seja, viagem tranquila. Mas, boca aberta que sou, comentei com alguém que falou com outrem e um irmão motociclista ficou sabendo.

Ele ia para Curitiba e me avisou que iria comigo. Até ai, sem o menor problema, o cara é gente boa, conhecido há anos, parceirão mas ... fuma.

Mas isto é problema? Só se ele fumar 15 cigarros a cada parada kkkkk

Data, horário e local combinado, lá compareci e, para minha surpresa, ele tinha convidado um casal do Clube dele para irem juntos.

Fiquei meio assim porque não os conhecia, não sabia o esquema deles, velocidade, etc., mas como só iam até Curitiba pensei que não tinha como dar erro.

E não deu, o que me deixou pistola foi o fato do meu amigo fumar os tais 15 cigarros a cada parada – não estou exagerando ...

Eu costumo parar a cada 200kms em média, abasteço, uso banheiro, tomo algo liquido, um salgado qualquer e parto. O cara fazia a mesma coisa, mas bemmmm lentamente e intercalando com calmas e serenas tragadas.

Com isso a ida de São Paulo a Curitiba, que demora umas 5 horas no máximo, demorou quase 9 rs. Mas valeu a experiência e a companhia pois, como disse, o cara é gente boníssima.



Recentemente fui para Florianópolis com o Marcos Barros da Revista Moto Adventure, foi uma grata surpresa pois me senti como se já tivesse viajado com ele várias vezes, agíamos igual, pensávamos igual, não houveram stress em ultrapassagem, motos semelhantes, enfim, um cara que não me deu a menor preocupação.



Por fim, a conclusão que cheguei é que o quesito “sorte” é uma variável que não temos controle, mas não dá para confiar nela, portanto convém a tal reunião prévia, acertar todos os pontos possíveis, ouvir o que cada um espera da viagem, definir quando parar (tempo, distancia ou os 2), tipo de hospedagem (padrão/preço) e o mais importante – o objetivo da viagem (turismo, distância ou ambos).


Eu curto turismo (dããã), paro para tirar fotos, conversar com pessoas, conhecer lugares, etc., mas tem gente que curte rodar, rodar e rodar, não curte fotos tampouco longas paradas. Isto precisa ser acertado antecipadamente pois poderá ser um sério motivo para desgaste ao longo dos dias que virão.

Cito, por exemplo, a viagem da América Latina (janeiro de 2013), o Ronaldinho a organizou e nos convidou, ele foi bem claro que a viagem era para o Ronaldinhodinho, ele era o “dono” do passeio, nós fomos apenas como companheiros. Com esta definição clara em mente, a respeitamos e não houve confusão.

Já a viagem pela rota 66, o mala não participou da reunião prévia, não deu a menor atenção para as centenas de emails que precederam a viagem e que discutimos de tudo um pouco, não estudou nada sobre a viagem, o máximo que fez foi assistir o filme Motoqueiros Selvagens (Wild Hogs) e achar que seria aquilo no quesito estradas. Logo, caiu de gaiato na pegada.

Por fim, já que escrevi para caramba, cito o exemplo de um grupo de amigos (alguns do meu Clube), que fizeram uma viagem pelo Uruguai, Paraguai e Argentina. Não conversaram nada, tinha gente que estava indo sem saber porr*** nenhuma. Gente de carro e motos que iam de Gold Wing a Hornet (este com garupa e sem o menor preparo/experiência) passando por BMW esportiva, Suzuki boulevard 800, HD e por ai ia.

Na divisa de um dos países, um dos que estavam no carro descobriu que não se podia entrar no país só com a CNH, precisava do RG ou do passaporte, resultado – mega stress.

O grupo foi formado por pessoas que sequer se conheciam enfim, um mega equivoco que serviu mais para terminar amizades do que para fortalece-las.

Então escolham bem os parceiros pois ele podem voltar seu irmão, mas também pode voltar seu inimigo mortal.

Abraços


Cezinha

Encomendas

É um ponto delicado para caramba pois esta ligado diretamente ao “bom senso”, algo que todos temos e que varia de pessoa para pessoa.

Objetivamente ouso dizer que – não faça encomenda exceto se você for amigo INTIMO da pessoa que esta viajando, entendendo por intimo a pessoa que, pelo menos, frequenta a casa uma da outra.

Superada esta barreira vamos ao detalhe do valor da encomenda uma vez que existem limites para se comprar produtos sem pagar impostos ao adentrar ao país.

Vindo dos EUA, pode-se trazer um celular, um notebook e uma câmera fotográfica sem se preocupar com o valor ou declaração, passando disso, o limite (dos EUA) é de U$ 500,00, ou seja, quase nada. O que passar disto deve ser declarado e pagar o imposto, senão me engano 60% do valor do bem.

Dá para arriscar? Dá, mas se for pego tem o imposto mais a multa por tentar ser “malandrilsso”.

Vale lembrar também que tem o problema do peso, ou seja, se der excesso de bagagem é necessário pagar por isso.

Pessoalmente costumo comparar o valor do bem aqui no Brasil e o valor lá fora, tem que valer muito a pena trazer de fora e não ter, por exemplo, garantia aqui, possibilidade de troca, possibilidade de parcelamento, etc.

Hoje em dia poucos produtos realmente valem a pena abrir mão destas possibilidades, notadamente a possibilidade de parcelamento.

Enfim, se mesmo assim valer a pena e você quiser fazer uma encomenda ao viajante, lembre-se que ele esta viajando para ele, não para você, ou seja, nada de “vê ai se vale a pena”, “vê o preço e me fala”, “procura ai”, “se tiver barato pode trazer”, etc.

O correto é o interessado comprar via internet e mandar entregar no hotel ou onde o viajante passará, simples assim.

Eu, pessoalmente, não me incomodo em trazer coisas para amigos que seguem as regrinhas básicas acima, só fico pistola com cara folgado kkkkkk

É isso, simples né?

Abraços

Cezinha