quarta-feira, 25 de maio de 2011

7º dia na rota

Hoje rodamos, e como, mas antes algo que me passou despercebido ontem.

Ao longe vimos um “cavalo” na beira da pista, como sempre, reduzir e prestar atenção ... quando cheguei perto percebi que:

1º. Era uma zebra
2º. Era uma zebra macho
3º. Estava dentro de uma cerca
4º. Estava excitado ...

O que isso mudou na viagem? Nada, mas que foi constrangedor foi ...

Outra de ontem ... o Billy achou que bebia, e bebeu um litro de cerveja, claro que ficou balão e, como bom bêbado sem noção, comprou um chapéu de cowboy, imagine o paquito com um puta chapéu de couboi na moto agora!!! RS

Mas vamos lá, acordamos no horário padrão e com o Miltão chamando no radio porque viu na tv que houve outro tornado, agora no Texas. Fiquei feliz com a preocupação mas o fato não foi perto de nós.

Volto para o quarto e vejo o Billy de cueca e chapéu ... pqp ...

Mas vamos à estrada.

Tínhamos que fazer revisão de 1000 milhas nas motos, então fomos até a HD mais próxima e quase matamos o cara da oficina ao explicar que precisávamos da moto para ontem para continuar a viagem para a Califórnia.

Ele parou a oficina e tocaram o pau, disse que em duas horas e meia terminaria o serviço, mas não levaram nem duas, bom, motos de óleos e filtros novos, let’s ride.

A primeira para do dia foi no famoso CADILLAC RANCH, é uma fazenda que o maluco do dono enterrou 10 cadillacs de bico e todo mundo vai lá para pixar os carros.

Eu sempre tive curiosidade de conhecer este lugar, mas não fazia a menor idéia de como isso era, onde estava, como se acessava, etc.

Enfim, é na beira da rodovia, mas tem que entrar a pé através de um mata burro.

Claro que ficamos receosos, mas fomos passando aos poucos e ninguém morreu...

O local é muito doido, e estava ventando para caramba, quando digo para caramba, é para caramba mesmo, ao ponto de que quase todas as nossas máquinas fotográficas estão engripadas pela terra que entrou.

Enfim, filmamos, tiramos fotos, pixamos os carros, colocamos adesivos e fomos embora comendo terra literalmente.

Minha maquina travou bonito, já havia acontecido isso no nordeste no ano passado, mas um soprinho aqui, outro lá, meia dúzia de pancadas e ela voltou a funcionar, agora foi cruel.

Bom, próxima parada, exatamente o meio da rota 66, o MIDPOINT, exatos 1.139milhas tanto de Chicago quanto de Los Angeles.

É um restaurante bem simpático onde aproveitamos para almoçar um clássico hambúrguer americano (em homenagem ao Righi).

De tanto bater nela, a maquina voltou a funcionar, meia boca, pois só abre quando que e não dá mais zoom.

Dai consegui tirar algumas fotos e fazer um filminho.

O vento, aos poucos, foi aliviando e a paisagem mudando conforme rumávamos para o Novo México.

Novamente passamos por várias cidadezinhas com cara de abandonada, imóveis destruídos pelo tempo, e intempéries como furacões, tornados, etc.

O legal foi que a mudança da paisagem foi para melhor, muito melhor, montanhas, vales, morros, etc.

Até que, enfim, chegamos ao Novo México, fizemos a maior zona na divisa, com fotos no meio da pista, etc.

Tínhamos perdido 2 horas na revisão, e decidimos tirar este prejuízo na pista, de que forma? Vi pelo mapa que em determinado trecho da rota 66 não tinha nada, e que poderíamos seguir direto pela I44 até determinado ponto, e assim o fizemos.

Para melhorar, como o visual era absurdamente lindo, foi fácil fácil rodar para caramba.

E, por fim, mudou o fuso horário para uma hora a menos, ou seja, ganhamos mais uma hora de sol.

Enfim, rodamos mais de 300 milhas e agora estamos em Santa Fé, no Novo México.

Achamos um hotel na entrada da cidade pela bagatela de U$80,00 o quarto, e um quarto bem legalzinho, com internet mas sem café da manhã.

Ah sim, antes de chegar, apertamos o cabo e a gasolina foi para o talo, e nada de posto de gasolina, quando, finalmente achamos um posto, todos estavam na reserva com direito a luz de advertência e tudo mais, por pouco íamos empurrar as gordas em plena rota 66.

Fatos do dia que tiveram destaque:

1º. O Billy, como todo o dia, estragou um comércio, hoje foi um posto de gasolina, deixando-o inabitável e inutilizável pelos próximos meses, e pior, o cara só come salada ... pobre do Rafael que teve que entrar no banheiro depois do animal ...

2º. Falando no Rafael, a máquina fotográfica dele tentou o suicídio e saiu quicando no meio da pista, só sobrou o cartão de memória ...

Agora estamos bebendo na porta dos quartos, e já já vamos jantar no restaurante mexicano que é anexo ao hotel.

Amanhã alguns de nós irão se separar do grupo para chegarem mais cedo na Califórnia. Segundo o Cabelo, ele tem “coisas para fazer com o Binho lá”, como respeitamos a intimidade de cada um, melhor não perguntar o que são estas coisas!!!! Hahhaha

Abraços e bjs.

Cezinha

p.s. por favor, compartilhem o blog no facebook porque o meu ainda está bloqueado.


dá gosto acordar cedo e ver "isso" ... hahaha


as gordas sendo tratadas com carinho e dedicação que merecem


dá para ver a terra levantada pelo vento?


que plantação estranha é essa?


dá para ver no meio da poeira?



ainda estava limpinho


Carpe Dien marcando território



como é bom ser crianças às vezes




até o Billy trepou num


União


pixei CDMT, dá para entender?


esta hora foi um vento implacável, e lá se foi a maquina fotográfica




chegamos à metade






de volta à pista



Novo México










Miguelito



























Um comentário:

  1. Cezinha, que viagem maravilhosa, Parabéns.
    Fiquei muito feliz que você está usando o lenço do Road Bikers.
    Você é o cara.
    Um grande abraço,
    Gibinha Road Bikers.

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